Perdão - A Melhor Terapia


Uma das mais extraordinárias terapias para a purificação moral da alma é o perdão.

O perdão é terapêutico.

Pessoas que não perdoam adoecem com mais facilidade porque a alma está doente.

A mágoa, a dor e os pensamentos ruminados, sempre em torno dos ressentimentos, levam o ser  à depressão e aos desequilíbrios psíquicos.

O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. (Papa Francisco).

Elevada expressão de amor, abençoa a quem o doa e apazigua o coração de quem o recebe.

Não existe ninguém, que passe pela existência corporal, que não necessita dessa expressão de amor, elevada ao mais alto nível de excelência e do seu consolo.

Sem ele o clima social se intoxica com os vapores venenosos do mundo e os indivíduos se asselvajam, descontrolados; a intolerância extrapola na agressividade e a ira arma o ódio de vingança brutal.

O perdão chega suavizando a gravidade dos delitos, auxiliando nas reparações, mediante os quais o equivocado se reabilita, alterando a conduta e tornando-se útil à comunidade onde está situado.

Quem perdoa, cresce. Quem recebe o perdão, renova-se.

O doador enriquece-se de paz e o beneficiado recupera o valor para dignificar-se através da reabilitação.

Enquanto o homem não aprender a perdoar, permanecerá no estágio primário da vida, renteando com a barbárie, em processo de estagnação, parado no tempo.

Aquele que se recusa a aceitar o perdão é duplamente enfermo, porque padece de hipertrofia dos sentimentos, ruminando ofensas, atado a distúrbios da emoção.

Perdoando, o amor enseja o refazimento da estrada que foi antes percorrida com desequilíbrios, em cujos esforços a consciência amplia o campo de serviços e se desalgema dos remorsos, da intranquilidade e do medo.

Não é importante que o outro aceite a vibração amorosa de quem perdoa, porque a ação beneficente é sempre maior e mais útil para quem a exerce. Todavia, se as ondas de amor encontram receptividade naquele a quem foi dirigida, mais extraordinários são os efeitos da doação.

Existem reações que explodem no homem que geram conflitos como efeito de mágoas não superadas, receios infundados, angústias não resolvidas.

Vivendo nessa psicosfera de ressentimentos e de amarguras, o indivíduo apequena-se, envenenando-se e reagindo sempre de forma irracional.

Fica feliz por infelicitar o outro porque é desditoso; alegra-se em ferir porque tem a alma doente cheia de tristeza; semeia incompreensões porque acredita-se menosprezado.

Existe somente uma forma de restauração, de enobrecimento e dignificação do ser nesse estágio da vida: o amor a si mesmo que gera no próximo o perdão.

Quando olhamos para o outro vendo nele a nós mesmos, nós o perdoamos porque nos conhecemos e sabemos que precisamos ser perdoados...

Amar-se verdadeiramente, perdoando-se a si mesmo, em primeiro lugar e aos outros, posteriormente é o caminho da redenção de todos.

As mazelas humanas, as paixões mesquinhas e  dominadoras que governam os homens,  só serão sanadas pelo amor, que fecunda o perdão, restaura, enobrece e dignifica o homem, tornando-o compassivo.

A falta de compaixão enlouquece e degrada enquanto que o perdão cura e santifica.

Perdoar é ser compassivo e misericordioso para com o outro; é merecer compaixão e misericórdia; é amar e ser amado.

É assim que nosso Pai, que está no céu, nos tratará quando perdoarmos, do fundo do coração, as faltas, as falhas, que nossos irmãos houverem cometido contra cada um de nós, com misericórdia e compaixão,  por termos amado aos nossos irmãos como Ele nos ama.

Partes do livro:
Pelos Caminhos de Jesus
Divaldo P. Franco

Adendo: Papa Francisco

Com amor da SOL, 2016

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